FINDE – Nudez é destaque em performance e instalação em SP

A nudez é elemento marcante neste final de semana cultural em São Paulo em instalação e performance com entrada grátis.

A bailarina Marta Soares durante o espetáculo O Banho, que fica em cartaz até 16 de abril com entrada gratuita, em SP - foto de João Caldas
A bailarina Marta Soares durante o espetáculo O Banho, que fica em cartaz até 16 de abril com entrada gratuita, em SP – foto de João Caldas

Na Oficina Cultural Oswald de Andrade, a bailarina Marta Soares é a estrela única de O Banho, espetáculo sem palavras no qual dança nua dentro de uma banheira cheia de água no meio do palco.

Somente amanhã, o artista russo Fyodor Pavlov-Andreevich posa como modelo vivo _como os das escolas de belas artes_ em uma performance durante a mostra Educação como Matéria-Prima, no MAM, Museu de Arte Moderna.

O nude _ou nu, no melhor português, tem sido objeto quase corriqueiro na comunicação de muita gente no WhatsApp. Mas estes dois artistas utilizam a própria nudez para questionar aspectos da vida e da arte.

O russo Fyodor em performance onde a nudez é elemento importante, foto de Igor Afrikyan
O russo Fyodor Pavlov-Andreevich durante performance onde a nudez é elemento importante, foto de Igor Afrikyan

Marta Soares já encenou o espetáculo O Banho em 2012. Voltou agora para comemorar 20 anos de carreira.

Cena do espetáculo O Banho, foto de João Caldas
Cena do espetáculo O Banho, foto de João Caldas

A bailarina baseou-se em fotos de mulheres histéricas feitas pelo médico e cientista Jean-Martin Charcot.

E na história de dona Yayá (Sebastiana de Mello Freire), mulher da elite paulistana que ficou internada por mais de quatro décadas em sua própria casa após diagnóstico de doença mental.

Além da banheira de louça, estilo clássico, de aproximadamente 180 quilos e capacidade de 100 litros,  há projeções de vídeos.

O Banho é um ritual de limpeza e cura, um memorial para mulheres que viveram e vivem situações semelhantes a da dona Yayá”, relata Marta.

A nudez do artista russo, que mora parte do ano no Brasil e fala português, foi escolhida como forma de repensar o papel de modelos vivos no ambiente acadêmico das escolas de arte e a distância estabelecida com os desenhistas.

Fyodor durante performance realizada em Londres, foto de Daria Kravtsova
Fyodor durante performance realizada em Londres, foto de Daria Kravtsova

Na performance que poderá durar mais de 5 horas, Um retrato com o artista e o vazio, Fyodor irá convidar o público a desenhá-lo e a se juntar ao artista como modelos vivos posando nu, claro.

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“Apesar da nudez remeter, muitas vezes, à sexualidade e à erotização, os modelos vivos em escolas de arte, que posam durante horas e recebem baixa remuneração por isso, trazem um aspecto que beira à monotonia. No Brasil, praias naturistas ou locais onde se pode permanecer sem roupa são escassos, e é comum a associação desses à práticas de orgia”, reflete o artista.

Fyodor Pavlov-Andreevich é russo e vive entre Moscou, Londres e São Paulo. É artista, curador, escritor, diretor de teatro e cineasta. Fyodor já realizou outras performances usando sua própria nudez em outros países.

Para participar da performance com o artista, que só acontece amanhã, sábado, é preciso ser maior de 18 anos ou ter autorização dos pais.

O artista russo em plena performance, foto de Guta Galli
O artista russo em plena performance, foto de Guta Galli

Na longa performance, a cada 15 minutos um sinal alerta para que o artista troque de posição e os participantes troquem de cadeira em sentido anti-horário e iniciem um novo desenho.

Ninguém precisa se procupar com material: o museu vai oferecer pranchetas, papéis A4 e lápis carvão aos participantes.

Os desenhos feitos na performance vão fazer parte de “Educação como matéria-prima”, em cartaz até 5 de junho. Os retratos colados nas paredes ajudam a refletir ainda mais sobre processos educativos da produção de desenhos e da realização de performances.

Cena de O Banho, foto de João Caldas
Cena de O Banho, foto de João Caldas

O Banho – Instalação Coreográfica

  • Com Marta Soares, coreógrafa e bailarina
  • Não é permitido fotografar (nem com celular)
  • Ingressos gratuitos. Retirar 30 minutos antes.
  • Até 16 de abril.
  • Quintas, sextas e sábados, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade.
  • Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo, SP.
  • Classificação: 12 anos.
  • Duração: 60 minutos.
  • Capacidade: 40 lugares.

Um retrato com o artista e o vazio – Performance

  • Artista: Fyodor Pavlov-Andreevich
  • Aberto ao público
  • Fotos permitidas
  • Local: Sala Paulo Figueiredo, Museu de Arte Moderna de São Paulo
  • Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3)
  • Dia: 9 de abril (sábado), das 13h às 18h
  • Para participar é necessário ter mais de 18 anos ou autorização dos responsáveis.

 Educação como matéria-prima

  • Curadoria: Felipe Chaimovich e Daina Leyton
  • Até 5 de junho
  • R$ 6,00 – Entrada gratuita aos domingos
  • Museu de Arte Moderna de São Paulo
  • Pque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3)
  • Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)
  • (11) 5085-1300
  • www.mam.org.br
  • Acesso para deficientes / ar condicionado
  • Restaurante/café

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