TRABALHO – Diploma ajuda empreendedor a ter sucesso em negócio próprio

Está sem trabalho, sem grana e não sabe como fazer? Pois saiba que muitas vezes, situações difíceis na vida levam a gente para a frente. Foi o que aconteceu com Valdirene Rodrigues Diniz, uma paulistana da gema que, em pleno desemprego e em depressão, deu a volta por cima e hoje curte o sucesso de seu próprio negócio, o Sr. Brigadeiro & Sra. Beijinho.

A empreendedora Valdirene e seu negócio de brigadeiros: o diploma ajudou muito no desenvolvimento do negócio

Seu pequeno empreendimento, de nome bem brasileiro, começou há apenas três anos. Não pense, entretanto, que basta força de vontade e um pouco de sorte. Formada em administração, antes de construir sua pequena empresa a paulistana era empregada em grandes empresas, o que a ajudou a conhecer o mundo dos negócios e o funcionamento de um negócio.

Ela começou na área de logística como estagiária. Aprendeu muito. Mas quando chegou a analista sênior, foi demitida, justamente depois de acumular experiência no Pão de Açúcar, na Unilever e na empresa de comércio online Girafa.

No primeiro dia, ela gastou R$ 18 e faturou R$ 120 com 120 brigadeirinhos

Em seis meses de desemprego, ela havia engordado 20 quilos, passava mais de 12 horas na Internet enviando seu CV a empresas, e ainda por cima enfrentava uma depressão que classificou de profunda. Um belo dia, ela leu uma notícia na Internet que alguém estava ganhando R$ 9 mil vendendo brigadeiros na rua.

“Li e tive um estalo. É isso mesmo que vou fazer”. Sem pensar duas vezes, pegou o que tinha na carteira, R$ 18, comprei uma lata de leite condensado, chocolate e os outros ingredientes, mais forminhas. Fiz 120 docinhos e fui vender na avenida Engenheiro Caetano Álvares, à noite, durante as baladas”.

Batata. Vendeu cada um deles a R$ 1, fazendo, então, R$ 120, mais a curiosidade dos novos clientes, que ela conquistava contando sua história. No dia seguinte, sábado, ela comprou duas latas de leite condensado e voltou para o mesmo local. Novamente, vendeu tudo. Domingo, ela foi para o shopping e vendeu mais brigadeiros para quem trabalhava nas lojas.

Quatro semanas e centenas de brigadeiros depois, Valdirene foi se consultar _gratuitamente_ no Sebrae. Nada boba, ela colou no Sebrae, onde aprendeu a fazer plano de negócios, estratégia financeira e a abrir o seu MEI, iniciais para Microempreendedor Individual.

Nesse tempo, ela emagreceu os 20 quilos que havia ganho na depressão. Também abriu uma página na Internet e comprou um carrinho para trabalhar.

“Persisti, persisti”, conta orgulhosa. Na primeira Páscoa que rolou, poucos meses depois, ela criou um ovo de Páscoa de colher com uísque Red Label. Quando postou no Facebook, foi um sucesso. “Arrebentou de venda”, relembra.

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No negócio que nasceu de uma hora para outra e crescia rapidamente, ela envolveu o namorado, Rafael Rodrigues. Juntos eles enfrentaram vários passos importantes: a primeira encomenda  grande de 3 mil brigadeiros _que deu conta com a ajuda de uma amiga, que cedeu a casa com uma cozinha maior que a dela. Também aprendeu a contratar pessoas por hora que ajudam somente no necessário.

Namorados, Rafael e Valdirene tocam o negócio juntos

Já conhecida dentro do Sebrae, ela foi convidada a participar de um evento com o governador Geraldo Alckmin. Pronto, ela ganhou a simpatia de Alckimin e um post seu no Facebook. Mais repercussão para seu trabalho!

Hoje ela fatura entre R$ 6 a R$ 7 mil mensais com seus brigadeiros, que ganharam novas versões gourmet com chocolate belga. De tudo o que passou até chegar a este sucesso, ela considera importante, além da persistência, seu diploma de curso superior _que a levou a saber mais sobre negócios e a ter experiência profissional no mundo das empresas.

O diploma, que muita gente que pensar em abrir o próprio negócio despreza, tem peso grande no desenvolvimento de uma empresa, mesmo que seja pequena. Pesquisa da iZettle, empresa sueca de soluções de pagamentos e serviços financeiros, revela que 49% dos empreendedores brasileiros possuem ensino superior completo (dos quais 18% têm pós-graduação ou doutorado) e 17% possuem formação técnica.

Dos pesquisados, 62% são do sexo masculino e 59% têm entre 25 e 44 anos. O estudo, realizado pela Qualibest, com 831 entrevistas presenciais e online teve como objetivo traçar o perfil e investigar os principais desafios dos pequenos empreendedores, com ênfase na categoria MEI.

O elevado grau de escolaridade dos respondentes da pesquisa pode ser visto como um reflexo da crise que o Brasil enfrenta nos últimos anos. “Muitos profissionais que tinham uma carreira bem estabelecida no varejo e na indústria, dois dos setores mais atingidos pela recessão, perderam os empregos e usaram sua expertise para abrir o próprio negócio”, pondera Daniel Bergman, CEO da iZettle no Brasil.

“Como efeito colateral positivo, a formação desses profissionais pode resultar na geração de uma safra de novos negócios com mais potencial para sobreviver e se desenvolver no longo prazo”, analisa Bergman.

A categoria de Microempreendedores Individuais (MEI) soma mais de 6,5 milhões de participantes e destaca-se como a grande impulsionadora do empreendedorismo no Brasil atual: 50% dos entrevistados têm faturamento de até R$ 60 mil por ano, teto da categoria MEI. Entre eles, 21% faturam menos de R$ 15 mil; 12% entre R$ 15 e R$ 30 mil; 9% estão na faixa de R$ 30 a R$ 40 mil; e 8% entre R$ 40 e R$ 60 mil.

Valdirene produz quase tudo sem funcionários

Áreas para empreender

Seguindo as tendências internacionais de empreendedorismo, o setor de serviços se destaca: 42% dos empreendedores se encaixam nesse segmento _25% destes trabalham com serviços ou consultoria de tecnologia da informação.

Em seguida, estão os serviços de contabilidade ou jurídicos empatados com reparos domésticos ou automotivos, ambos com 12% da fatia. Depois, vem educação e serviços pessoais (ambos também com 7%) e assessoria no geral (5%).

O varejo é o segundo maior segmento, com 18% das menções – destaque para vestuário e acessórios, área de 39% dos varejistas. O próximo setor mais citado é o de alimentos, bebidas e hotelaria, com 15%.

Link:

Sr. Brigadeiro e Sra. Beijinho, aqui.

vale mais

 Boas notícias de como curtir coisas boas com pouca ou nenhuma grana  

 vale mais não se responsabiliza por informações enviadas com incorreções. Imagens dos sites das empresas citadas.
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