COMIDA – Tabela da USP revela composição de alimentos e pratos brasileiros

Você sabe quantas calorias tem na feijoada que você costuma comer aos sábados? E no bife a cavalo? Com o objetivo de ajudar profissionais da saúde e a população a ter uma alimentação saudável, a USP, Universidade de São Paulo, acaba de lançar a nova complementação da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, também conhecida como TBCA.

A feijoada tem 198 calorias em cada porção média, segundo a tabela da USP, foto de João Guilherme de Carvalho Barbosa, dezembro de 2011

Criada em 1998, está em sua sexta versão e chega na Internet com detalhes da composição nutricional de 1.900 alimentos, incluindo crus e cozidos, produtos manufaturados e pratos compostos. Um verdadeiro Raio X do que o brasileiro come em casa e restaurantes.

Essas informações que formam um verdadeiro tesouro para se ter qualidade de vida e boa alimentação tornam-se públicas graças ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center), pertencente à USP.

Alimentos in natura em foto usada na página da Tabela de Composição de Alimentos da USP

“Apenas 12% do conteúdo é importado de tabelas de outros países. Trata-se do da colaboração de diversos pesquisadores, grupos de pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e de todo Brasil, de alunos de pós-graduação da USP, de profissionais da indústria de alimentos, entre outros, bem como do suporte das agências de fomento”, anuncia a professora Elizabete Wenzel de Menezes, que divide a coordenação do trabalho ao com o professor Franco Lajolo, ambos da FCF e do FoRC.

Nesta última versão, algumas novidades: a composição nutricional das receitas mais comuns consumidas pelos brasileiros – como feijoada, arroz, feijão, entre outros; a possibilidade do usuário fazer buscas por nutrientes específicos (por exemplo: alimentos fontes de proteínas dentro do grupo dos vegetais).

Infelizmente um erro no cálculo de uma refeição que não contabiliza o pudim nas duas vezes que acrescentei na tabela
Cálculo de salada de frutas pode gerar confusão com a medida utilizada

A tabela traz alimentos prontos com sal e sem sal. “Nenhum profissional de nutrição prescreve o arroz ou o feijão crus; por isso, para facilitar a utilização da tabela, a inclusão das preparações é fundamental”, diz Fernanda Grande, pesquisadora do FoRC e doutoranda do PRONUT/USP .

O pão francês de 50 gramas tem 150 calorias na tabela da USP, foto Hamilton Lima, fevereiro de 2006

A ferramenta que calcula a ingestão de energia exige apenas um cadastro para ser utilizada. Basta descrever os alimentos da refeição que a soma surge automaticamente. Mas  infelizmente, ainda não está totalmente resolvida: na busca por salada de frutas, pode haver confusão na informação sobre a quantidade utilizada para o mesmo item. Além, a ferramente não somou o pudim de leite que acrescentei a uma refeição com bife a cavalo e suco de laranja pera. Que pena…

Esta ferramenta, adverte Eliana Giuntini, pesquisadora do FoRC e doutora em nutrição humana aplicada, trata-se de consultas pontuais. Quem deseja mais informações, deve buscar um profissional de nutrição, complementa.

Na tabela, os alimentos estão divididos em grupos, de acordo com a Infoods: cereais e derivados, vegetais, frutas, gorduras, pescados, carnes, leite, bebidas, ovos, açúcar, miscelânea (temperos, café em pó, molho de salada, sal, fermento), dietéticos, industrializados (pós para preparo e produtos desidratados), leguminosas e nozes e sementes.

Referências – As tabelas de composição química de alimentos são a base para praticamente todos os aspectos da nutrição, pois compilam informação sobre valores energéticos e conteúdo nutricional dos alimentos. É a elas que profissionais de nutrição recorrem para montar cardápios e personalizar dietas. São elas que os pesquisadores consultam em busca de dados para embasar pesquisas que envolvem a quantificação de nutrientes em alimentos.

Você pode fazer suas consultas aqui.

Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Universidade de (USP). Food Research Center (FoRC). Versão 6.0. São Paulo, 2017. [Acesso em: 20 de outubro de 2017].

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