FEBRE AMARELA – Inhame pode ajudar a prevenir e tratar

Seguro morreu de velho. O ditado popular continua valendo. Por isso já mandei ver na compra de inhame, cormo (não é tubérculo) muito usado por suas propriedades medicinais que pode ajudar na prevenção da febre amarela, doença que começa a se alastrar em grandes cidades. Claro que vacina é a maneira mais eficiente de prevenção!

A compra do gostoso inhame foi incentivada pelo post superbacana da jornalista e escritora ligada a assuntos da saúde Sonia Hirsch, dona do blog que leva seu nome e que gosto de acompanhar.

Inhame ou taro é um tubérculo que pode ser bom aliado na prevenção e tratamento da febre amarela, diz a jornalista e escritora Sonia Hirsch

Ninguém melhor do que a Sonia para explicar dos benefícios do inhame quando o assunto é febre amarela, dengue e até malária. Olha só o que ela diz do “cabeludo”:

A saúde é simples, as doenças é que são complicadas.

Por séculos e séculos as populações tropicais sobreviveram comendo apenas o que dava no local onde tinham suas aldeias. Nas regiões úmidas, ladeando as grotas onde grassavam mosquitos, sempre houve fartura de inhame – na Ásia, na África, na América do Sul. Fácil de colher, fácil de preparar e ainda por cima gostoso, o inhame se tornou um dos principais alimentos básicos desses povos.

O que não se sabia é que, durante séculos e séculos, o pequeno e cabeludo inhame estava protegendo as gentes da malária, da dengue, da febre amarela. E eis que chegou a mandioca, aipim, também deliciosa e fácil. Que além do mais dava boa farinha, própria para guardar ou fazer pão, goma para a tapioca de cada dia e ainda bebidas alcoólicas como cauim, alué e tiquira, que ajudavam a esquecer e sonhar. O inhame ficou pra lá. As gentes começaram a morrer de malária, de dengue, de febre amarela. Isso foi muito bem observado na África, onde as roças de inhame foram substituídas por seringais.

Comer inhame continua funcionando para evitar e tratar as doenças transmitidas por mosquitos. Há algo no inhame, talvez o altíssimo teor de zinco, que neutraliza no sangue o agente infeccioso transmitido pelo mosquito. Diz o povo que é seu visgo que tem poderes. Não se sabe ao certo. A pesquisa científica ainda não se interessou.

Até pouco tempo atrás circulava nas farmácias um tônico centenário à base de inhame e salsaparrilha, o Elixir de Inhame Goulart, usado até como coadjuvante no tratamento de sífilis. A Anvisa não renovou a licença por falta de comprovação da eficácia. Nada corre mais perigo hoje em dia do que uma coisa barata com propriedades medicinais. (Não confundir com um tal de Elix de Inhame que anda por aí, querendo ocupar o lugar do outro sem nada de suas virtudes.)

Mas o inhame ainda está nas feiras e mercados para quem quiser se beneficiar dele. Cru, cozido, amassado, em sopa, em creme, em caldo, batido com água de coco ou como massa de pizza: veja aqui as receitas do livrinho Inhame Inhame, Coma e Ame! Bom, barato, gostoso. Para quem acredita mais na saúde do que na doença.

 Post (em azul) republicado do blog Sonia Hirsch, com autorização da jornalista e escritora promotora da saúde.

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